sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Tapa buracos

Não muito separados uns dos outros chegam-se-me dias em que me  aparecem contrariedades, contratempos, buracos lacunas.... Por vezes é apenas um cagagésimo de contrariedade, vá, sem qualquer importância, mas em certas ocasiões elas são tantas que até se me arrepiam os cabelos do peito, até a mim que nem os tenho.
Tanto faz que planeie, imagine, analise, que tire o azimute a tudo e mais alguma coisa, que acontece tudo ao lado. Ainda por cima eu, que tenho fraca pontaria e tremo das mãos, a mim que não sei fazer cálculos nem previsões, que tenho o sexto sentido todo lixado, as contas saem-me todas furadas.
Mais me valia a mim era fazer um workshop de tapa buracos, que é como quem diz, contrariedades, lacunas e afins. Isso sim é que era de valor.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Quanto custam as férias?

As férias? As férias custam quilos.
Sim, quilos! Quilos de conchas e búzios  colhidos, quilos de areia e sal no corpo, quilos de sol a dourar a pele, quilos de nadismo, jolas e vinho no bucho a olhar as estrelas. Quilos. Quilos de comida que se saboreia em mais de quinze minutos, aliás, quilos de horas à mesa degustando sorrisos e gargalhadas, quilos de conversas ao luar, quilos de música que faz ondear o corpo e aquecer a voz, quilos de convívio e de festa, sem pressa, sem  culpa, sem horas. Quilos! Quilos de roupa para lavar e engomar, quilos de depressão no último dia, quilos de pneus a quererem saltar da roupa....

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ora vamos lá

As toalhas de praia já estão no arame, o chapéu de sol a arejar, a areia completamente limpa da garagem e do carro, a bike a descansar, as sapatilhas lavadas e arrumadas, os biquinis na gaveta. Vamos lá retomar isto.
Bem sei que as praias ainda estão cheias, os "avecs" ainda não se foram e ainda há muitos lugares vagos no estacionamento do trabalho, mas vamos lá retomar isto.
Buaaaahhhhh!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A culpa é dos estrogénios

Tenho perguntado aqui á minha pessoa por onde anda o meu bom humor, a minha alegria e paixão pela vida, o meu alto astral e energia, a minha proatividade e imaginação, o meu estado de alma feliz e a vontade de cantar enquanto trabalho. 
Estou fartinha de vasculhar os armários da alma e de abrir e fechar as gavetas do meu arquivo interior na esperança de os encontrar escondidos nalgum recanto, mas não. Há dias em que ainda vislumbro um ou outro, para logo os perder de vista. Uma ralação esta tristeza, esta apatia que se me pespega e cola sem que a entenda, sem saber de onde vem ou para onde vai. 
Esperançada estava no ócio e no nadismo, na mudança de ares e no pedalar até que não houvesse amanhã, mas já desesperancei. Bastaram três dias, três pequenos, frios e ventosos dias de agosto para que as gavetas ficassem lacradas e sem possibilidade de arrombamento para voltar a tirar o que está lá dentro.
Só que agora já sei. Aparentemente a culpa é dos estrogénios ou da escassez deles vá.
A puta da idade é fodida e eu estou "arrumada como o Caldas", não me consigo entender com isto do avanço da idade...

Manhã de Agosto

Estranha esta fria manhã de Agosto. Tão fria que tive de vestir um casaco antes de sair de casa. Triste era o semblante das poucas pessoas com quem me cruzei, verdadeiros autómatos a quem acabaram de ligar o botão. E mais estranho ainda é o frio que sinto cá dentro esta manhã. Não entendo como tal é possível numa manhã de Agosto.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

E prontus

O mundo gira e avança e se não fosse cá por coisas da minha vida profissional que me deixam a cabeça à roda e o corpinho em negação, tinha sido um regresso de férias tranquilo. Vá lá, o bronzeado, o cabelo amarelo do sol, o ar saudável, tranquilo e muito zen resistiram ao primeiro dia do regresso ao trabalho. Um dia destes há mais...



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Meu lindo mês de agosto, lá, lá, lá

Fomos fazer a vontade a Mainovo que andava com saudades de lanchar berbigões lá na tasca do canto, mesmo ao lado do elevador para o Sítio da Nazaré como costumava fazer com o Avô há uns anos. Se é difícil chegar à Nazaré para passar a tarde ao fim de semana, muito mais difícil é fazê-lo em agosto. Mais difícil ainda é estacionar e chegar ao areal, mas muito, muito mais difícil é chegar perto do mar dada a quantidade de insufláveis para crianças, bicicletas para alugar, redes de seca de peixe, barracas de bolas de berlim, etc e tal, mas difícil mesmo, mesmo é encontrar um espaço no areal para estender as toalhas por entre geleiras, pára-ventos, chapéus de sol com saia e afins. Pior que tudo isso é que é super difícil senão impossível conseguir ler descansada quando num raio de vários metros à nossa volta só se fala francês misturado com português e aos gritos para que se oiça mesmo bem. É que lá não é como cá ã? Melaniiiiiiieeee! Vien ici já!