quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Querido Pai Natal

Portei-me muito bem este ano e só venho pedir uma coisinha. Só uma ein? E derivado da minha humildade e falta de ambição bem que podias fazer-me a vontade, OK?
Eu só queria que me trouxesses o Euro milhões, coisa pouca, portanto. Ou a lotaria do Natal vá que eu apostei em várias frentes. E como sou uma pessoa tão boa vou dividir tudo.  Sabes Pai Natal... Sociedades.
A ver se é desta que compro a autocaravana, coloco as bikes lá dentro e me ponho no carai ...
Fartinha disto tudo!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Dois mil e dezassete

Este meu ano de dois mil e dezassete foi recheado de aventuras. Boas. E das coisas incríveis que fiz, uma delas foi aceitar o desafio de sábado passado. Pedalar por Gaia e Porto à noite!
Conhecia pouco e já adorava, fiquei completamente fã.
Pedalámos noite dentro, rente ao rio nas suas duas margens, subimos a miradouros, descemos aos cais, atravessámos a Ponte D. Luís e entranhamo-nos em estradas e ruelas iluminadas e cheias de gente. Da Torre dos Clérigos aos Aliados, da Ribeira ao Palácio de Cristal, das Fontainhas à Ponte do Freixo, Vila Nova de Gaia, Oliveira do Douro.....
Incrível esta aventura onde tive a feliz oportunidade de rever amigos que fiz por causa do blog.
Este ano estou sem sombra de dúvida muito mais rica.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Com o meu vestido preto, eu nunca me comprometo

E de repente uma gaja apercebe-se que a festa de Natal da empresa e de todo o grupo já está aí e vai ser num sítio todo finesse na capital, não, não foi no Panteão mas o dress code era semi formal e o lugar pedia um outfit mesmo em bom. Pois!! O que vestir para não parecer a mesma pindérica friorenta de todos os dias, ein? É que uma gaja  tem de parecer bem não vá cruzar-se com Ceo's, Coo's, algum Vogal ou até o Presidente. Gaja que é gaja gosta de ir diferente de todos os dias mas não quer ir bater lojas à procura da última coca-cola do deserto, uma gaja não quer parecer um palhaço, uma gaja não quer dar nas vistas mas também não quer passar despercebida. Uma gaja qier ir gira e elegante, prontus! Dassse, que isto é difícil! Foi então que tive uma ideia luminosa, uma ideia que nunca ninguém teve, uma ideia mesmo em bom, uma ideia inédita. Pois é, um vestido preto! Sim, de vestido preto eu nunca me comprometo. Eu e mais umas duzentas mulheres que estavam naquele jantar....



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Sim, estou carregadinha de mau feitio

Dezembro, odeio!
Pingo no nariz, pés e mãos geladas, eu que não tenho pele de foca, isto é, sou pele e osso, ando aqui que nem posso com este frio.
E depois.... Depois odeio hipermercados e shoppings e compras e luzes e pessoas. Odeio pessoas e filas para pagar e filas de carros a vinte à hora.
Tenho a despensa vazia e estou farta de ovos estrelados. Não tenho uma única prenda comprada e nem lista delas. Eu que sou de listas. Nem ideias. Eu que sou de ideias. Não quero! Não quero Dezembro. Vou hibernar OK?

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Mato quem as inventou...

Hoje estreei umas meias, lindas, pretas com uma risca de veludo atrás, lá daquela loja onde as atrizes e as modelos vão, quanto mais não seja para filmar um anúncio e receber uma pipa de massa, essa mesmo, a tal onde as meias custam os olhos da cara mas onde gaja que é gaja teima em ir.
A meio da manhã comecei a sentir o dedo grande do pé estranho, tirei a bota e pimba! Um buraco e dos grandes, tinha o dedo completamente de fora. Dasssse! Não há dia em que eu não rasgue umas meias no momento em que as calço. Tenho gavetas inteiras de meias falecidas que tenho pena de deitar fora. Já não basta terem inventado que os homens todos calcem meias pretas (tenho três desses espécimes, um de cada tamanho), como inventaram máquinas de lavar e cestos que engolem uma das meias do par todos os dias, máquinas de secar que desbeiçam os elásticos e encolhem os tamanhos como ainda inventam meias que se rasgam quando calçadas pela primeira vez. E não me mandem cortar as unhas que as minhas andam sempre no sabugo.
Mato! Mato que inventou as meias só para me enervar!

domingo, 26 de novembro de 2017

Ai queres ir ver o outono, queres?


Lindo este outono não é? Ali ao fundo, está o maridão à minha espera e eu, eu estou aqui atrás a arfar e a ver se descanso mas disfarçando como quem está mesmo a querer tirar fotografias ao outono.
Mas adiante.
Queria porque queria ir ver o outono à pista e pedalar por aquele tapete de folhas a fora com o rio Lis ali ao lado, coberto ele também de folhas de vários tons, a cidade ao fundo e nós ali, maridão e eu, pedalando de orelhas ao vento a curtir a paisagem.
Eis senão quando, avisto um cãozarrão a brincar com outro pequenito lá em baixo nos campos, Umm, está a brincar, não liga a ciclistas, este. Cãozarrão eriça as orelhas, cãozarrão avista maridão que ía ligeiramente à frente, cãozarrão começa a atravessar os campos em sprint direito a ele e eu, desacelero e respiro fundo, já me safei, ele pedala mais depressa que eu, cão cansa-se e eu passo descansada. Ou não. Cãozarrão descobre que eu vou ali, cãozarrão muda de direção e começa a acelarar direito a mim. Eu vejo que o cãozarrão vai me apanhar e começo a sprintar, cãozarrão está no meu calcanhar a tentar abocanhar-me o pé. Maridão a gritar pedala, pedala que ela vai-se cansar. E eu pedalei, pedalei, já não tinha mais mudanças, nem mais força nas pernas e ele não se cansava. Pensei. Pronto! Vou ser trincada.
Num volte face maridão desacelera e atira-lhe água do bidão, cãozarrão desiste e eu posso finalmentr respirar. Uf! Senhores, tirem-me os cáes das pistas quando eu for a passar. Eu até tenho umas pernas magricelas. Nada para trincar ok?

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A bolha

A bolha, a barreira, o muro, a linha. Chamem-lhe o que quiserem, mas é uma espécie de escudo que fui construindo à minha volta, sem saber até, como, ou porquê. Uma  bolha através da qual não consigo deixar que passem para cá, ou eu própria para lá. Esta bolha agiganta-se  cada dia que passa e apesar do fosso, da distância e da espécie de pedestal onde me encontro, cada vez estou mais certa da necessidade dela. Ela protege-me de quase tudo e quase todos.
Tenho medo no entanto.
Medo que esta bolha me feche em mim....